domingo, 18 de agosto de 2013

Luiz Roberto

O maior ladrão da história de Montes Claros
Na mira da Justiça

O por enquanto prefeito de Montes Claros, outrora “Luiz Roberto”, codinome que inventou quando deu o golpe no Banco do Brasil, o que faz dele o maior ladrão da história de Montes Claros, processou o Daqui por injúria e difamação. Ele e a esposa Tânia Muniz pedem indenização de R$ 24 mil. As matérias objeto da ação foram publicadas na edição de abril do ano passado, que trouxe a seguinte manchete: “Cem dias, sem nada”.
Quem representa o casal é um folclórico advogado amigo do crime, cuja carreira foi conduzida pelo ex-prefeito Luiz Tadeu Leite, a quem ele sempre prestou serviços. Todas as acusações feitas por ele contra o jornal carecem de fundamentação, visto que a própria transcrição das matérias desqualifica as denúncias. Não há injúria nem difamação. Apenas a divulgação de fatos notórios. É uma nulidade em termos jurídicos, mas, em compensação, a peça vale como motivo para boas gargalhadas. É divertido observar como o desprovido causídico se enrola ao tentar ser rebuscado, utilizando desastradamente citações de pensadores, cometendo erros de português primários e, ele próprio, produzindo contraprovas contra si. Sem contar os exageros de linguagem e a eloquência destituída de talento.
Um das características dele, a leviandade, novamente se faz presente, quando, sem citar o nome, coloca um deputado como dono do jornal, além de fazer graves e infundadas acusações contra ele. Embora seu estilo cafajeste e fanfarrão seja inconfundível e de conhecimento geral, quem assina a defesa é o advogado Herbert Carlos Mourão Veloso.
A ofensiva contra o Daqui, que não deverá ter guarida na Justiça, tem o único objetivo de intimidar e tentar calar a única voz de oposição na imprensa local. Não é agradável para ele que alguns fatos sejam relembrados.
“Luiz Roberto” se esconde na condição de “educador” para esconder seu tenebroso passado. Ele começou seu patrimônio com um assalto ao Banco do Brasil, em Belo Horizonte. Teria sido o primeiro dinheiro ilícito adquirido por ele em sua carreira. O roubo aconteceu em 1987. Então estudante, Muniz e seu comparsa, Setembrino Lopes, arquitetaram um golpe que resultou no desfalque de R$ 1 milhão dos cofres públicos. Ele ficou pouco mais de um ano preso.

Depois do BB, tomou gosto pelo crime

Naquela época, pagamentos de prefeituras que tinham contas no Banco do Brasil eram feitos por meio do telex. A prefeitura encaminhava um telex com sua senha e o banco realizava o pagamento.
Setembrino Lopes, que era funcionário do Banco do Brasil, conseguiu a senha da Prefeitura de Janaúba. Eles foram à cidade, alugaram um equipamento de telex e enviaram um documento para a agência central do Banco do Brasil, na capital mineira, com uma ordem de pagamento equivalente hoje a cerca de mais de R$ 1 milhão em nome de Luiz Roberto de Souza Marques, nome fictício inventado pelos assaltantes.
Muniz se apresentou como Luiz Roberto e conseguiu sacar o dinheiro. Ele aplicou sua parte no roubo.
Poucos dias depois do crime, seus comparsas foram presos e o entregaram. Depois de cumprir pena, “Luiz Roberto” retornou a Montes Claros onde deu início à sua carreira política e empresarial.
Na sua vasta carreira de crimes, também são famosos em Montes Claros o golpe que lhe propiciou a propriedade do Colégio São Norberto, que pertencia ao padre Adherbal Murta de Almeida. A escola acabou nas mãos de “Luiz Roberto” sem que ele tenha pago um único centavo. O padre faleceu em 2008, de câncer de intestino. Para pessoas mais próximas do religioso garantem que ele morreu de desgosto, estado de espírito que teria agravado a doença.
Um dos golpes mais recentes vitimou a médica Karla Veloso Campos, que o acusou em sua página no facebook de ter lhe “roubado” a Faculdades Ibituruna. No corre-corre do hospital, a médica anestesista tinha ainda que assinar a papelada burocrática da Faculdade. Aproveitando-se disso, o por enquanto prefeito mandou um documento constando uma suposta venda da parte dela para ele. Karla teria assinado o documento sem ler. Ele, imediatamente, foi cartório e passou a faculdade para seu nome.
"Sou mais uma vitima dos atos do Sr Ruy Muniz...O seu mau-caratismo gritou mais alto. A Faculdade FASI, como todos sabem, era de Gilson Caldeira, que nunca vendeu a mesma para Ruy Muniz e sim para mim. Posteriormente, repassei metade das ações para Ruy. Hoje, ele se intitula dono sem sócios, mas perguntem a ele como conseguiu o restante das ações? Garanto que não vendi nada para ele, mas já que ele se apossou, estou implorando para que ele pague por essas ações, pois a minha divida com Gilson Caldeira tem que ser paga e não vou falar mais nada por enquanto.
Espero que este senhor resolva logo ou que alguém consiga convencê-lo a agir com honestidade, afinal ele está prefeito de Montes Claros", escreveu na rede social.

Mais uma investigação contra Muniz
Agora são os negócios dele no Rio de Janeiro, onde haveria fraude em faculdade controlada pelo por enquanto prefeito
O por enquanto prefeito, aqui reunido com seu aliado Tadeu e puxa- sacos, responde por mais um crime
A Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) pediu ao Ministério Público Federal (MPF) que indicie o por enquanto prefeito de Montes Claros e mais cinco pessoas acusadas em relatório da Comissão Parla-mentar de Inquérito (CPI), que investiga denúncias contra universidades particulares do Rio, de lesar o fisco e de fornecer diplomas falsos. Muniz é controlador da Universidade Santa Úrsula (USU) naquele Estado e, segundo o relatório, faz parte da máfia das instituições de ensino superior particulares. A USU é investigadas por aumento abusivo de mensalidades, atraso nos salários dos professores e ainda por uma suposta venda de diplomas a estudantes que faziam cursos a distância.
A CPI foi instaurada para apurar denúncias relativas à gestão fraudulenta, enriquecimen-to ilícito, desvio de recursos públicos, apropriação indébita, lavagem de dinheiro, propaganda enganosa, precarização das relações de trabalho, inclusive com assédio moral, extinção arbitrária de conselhos universitários, manipulação e repressão às representações de professores, alunos e outros servidores, criação de monopólios e deterioração da qualidade do ensino nas entidades particulares de ensino superior.
Os ministérios públicos Federal, Estadual e do Trabalho estão investigando acordo de recuperação financeira da Universidade, em até 10 anos. Segundo denúncias, os docen-tes não foram consultados, as dívidas foram minimizadas e prédios que servem de mora-dia e que não podem ser executados serviram de garantia.
Ao mesmo tempo, outros imóveis que pode-riam ser executados foram excluídos do acordo. Os pagamentos dos poucos funcioná-rios e professores que ainda permanecem na instituição não estão regularizados. Muitos recebem apenas parte de seus salários e alguns alegam não estar recebendo extratos do FGTS, normalmente enviados quando ocorrem recolhimentos, condição indispensá-vel ao prosseguimento do Plano Especial de Execução.
Entre as várias acusações que pesam contra o por enquanto prefeito está também a tentativa de comprar um imóvel altamente valioso, situado no bairro Laranjeiras, na cidade do Rio de Janeiro, pertencente à massa falida da Universidade Santa Úrsula, imóvel que, pelo fato de pertencer a uma entidade filantrópica, por lei deveria ser doado a outra entidade filantrópica.
O Sindicato dos Professores de Minas Gerais (Sinpro) denunciou que Muniz desviou mais de R$ 100 milhões em um esquema que utiliza a filantropia em benefício próprio e de seus familiares, em Minas Gerais e em outros Estados. A Polícia Federal, a Controladoria Geral da União, o INSS e a Receita Federal estão fazendo uma devassa nas empresas dele.
"Foram diagnosticadas irregularidades na recuperação financeira da Universidade Santa Úrsula, controlada pelo senhor Ruy Muniz. A recuperação financeira da instituição foi indevida, com dívidas minimizadas e, o pior, o que foi dado como garantia foram prédios que servem de moradia e que não poderiam ser executados como tal. Deve-se destacar também que em nenhum momento os docentes foram consultados para participar de tal processo." Relata o deputado Paulo Ramos, presidente da CPI, informando ainda que o ainda prefeito de Montes Claros é um mentiroso, pois informou na CPI que os salários de seus empregados estavam regularizados, o que não é verdade.
Fonte Jornal Daqui

MINISTÉRIO PÚBLICO ELEITORAL PEDE CASSAÇÃO DO PREFEITO DE MONTES CLAROS, RUY MUNIZ

O Ministério Público Estadual concluiu que houve abuso do poder político na eleição para prefeito de Montes Claros e pede a cassação e inelegibilidade de Muniz e de seu vice até 2020.

O Ministério Público Eleitoral (MPE) acatou pedido da Coligação a Mudança é Agora, proposta durante o período eleitoral por meio da Ação de Investigação de número 1240-68.2012.6.3.0184, entendendo pela comprovação de abuso de poder político, que comprometeu o pleito de 2012. O parecer declara a inelegibilidade do prefeito Ruy Adriano Borges Muniz e de seu vice, José Vicente Medeiros, por 8 anos, além da cassação dos diplomas dos mandatos de ambos.
As investigações comprovaram que Ruy Muniz utilizou a máquina pública para se eleger, tendo sido beneficiado pelo então prefeito Luiz Tadeu Leite, o MPE atesta que o apoio do ex-prefeito a Muniz ocorreu, na prática, com o empenho da Prefeitura para elegê-lo.
Segundo os autos, a municipalidade e seus servidores foram utilizados na campanha do candidato que viria a ser eleito. Em pelo menos duas ocasiões, funcionários das secretarias municipal de Educação e de Agricultura foram cooptados a comparecer a eventos de campanha de Muniz, um no Parque de Exposições de Montes Claros, no dia 22 de outubro de 2012, às 10 horas; e outro na casa do próprio candidato no dia 23 de outubro de 2012, às 17 horas. Os promotores avaliaram que isso causou desequilíbrio no pleito em favor de Ruy Muniz.
Conforme apurou o MPE a funcionária Paloma Valéria de Assis Carvalho encaminhou e-mail a diversos servidores a mando da secretária de Educação à época, Mariléia de Souza, convidando para a reunião na casa do candidato Ruy Muniz.
As investigações comprovaram também que os convites para o evento no parque foram impressos em folhas de ponto da própria Secretaria de Agricultura, em nome da servidora Eva Patrícia Santos Silva, que ocupou o cargo de operadora de poço artesiano até 31\12\2012. “Em relação aos e-mails também fica claro a mobilização de servidores públicos durante a campanha, gerando ilícito eleitoral”, diz o parecer do MPE.

CPI das Universidades Privadas no Rio indica suposta venda de diplomas

Quatro faculdades são investigadas; 6 pessoas foram indiciadas.
Atrasos nos salários, mensalidades altas e ensino à distância são alvos.
Do G1 Rio

O relatório final da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que investiga a "má gestão" das universidades privadas Sociedade Unificada de Ensino Superior e Cultura (Suesc), Cândido Mendes, Gama Filho e UniverCidade, pediu o indiciamento de seis pessoas. O documento foi votado e aprovado nesta quinta-feira (18) na Alerj e será levado ao Congresso Nacional.
Procurada pelo G1, a Galileo Educacional, empresa mantenedora da Universidade Gama Filho e da Universidade, no Rio, informou que as duas instituições não possuem ligações com as denúncias.
As denúncias apontam para aumento abusivo nas mensalidades e, apesar disso, o atraso de salário de professores. O relator, deputado Robson Leite (PT), disse que o documento tem a intenção de provocar um debate sobre a mercantilização do ensino superior. Dentre as denúncias, há também a suposta "venda de diplomas" a alunos que cursavam as disciplinas à distância.
Dentre os indiciados estão Candido Mendes e Alexandre Kazé, da Universidade Candido Mendes (Ucam), Márcio André Mendes Costa (ex-controlador do Grupo Galileo, que administrou a UniverCidade e a Gama Filho entre 2010 e 2012), Rui Muniz, da Universidade Santa Úrsula, e Igor Xavier e Rodrigo Calvo Galindo, do Grupo Kroton, que administravam a Sociedade Unificada de Ensino Superior e Cultura (Suesc).
"Esse trabalho não se encerra aqui. É preciso que todos os setores da sociedade se envolvam e se engajem para a melhora do nosso ensino superior privado", finalizou o presidente da Comissão, Paulo Ramos (PDT).

terça-feira, 4 de setembro de 2012

Um gambá cheira o outro

A sabedoria do provérbio se encaixa direitinho nessa adesão de Ruy Muniz, do DEM, a Tadeu Leite.


Aliás, eles sempre foram aliados. Na administração passada, Ruy ficou o tempo inteiro fazendo dobradinha com Tadeu. Enquanto o atual prefeito falava asneiras em sua rádio, Ruy as publicava em seu jornal ou vice-versa. A história dos dois é muito parecida, basta olhar seus processos, principalmente no que tange à corrupção.

Pau que nasce torto...

MP investiga possível quadrilha no MEC
PROCESSO MOVIDO POR MEMBRO DA FAMÍLIA DONA DA UNIVERSIDADE SÃO MARCOS ACUSA EX-DEPUTADO ESTADUAL DO DEM, RUY MUNIZ, DE ENVOLVIMENTO CONJUNTO COM O EX-SECRETÁRIO DE EDUCAÇÃO SUPERIOR, LUIZ CLÁUDIO COSTA, QUE TAMBÉM FOI REITOR DA UFV. ELES TERIAM ATUADO NO FECHAMENTO DE ESCOLAS QUE DEPOIS SERIAM COMPRADAS POR MUNIZ. OUVIDO PELO 247, O EX-DEPUTADO NEGA COM VEEMÊNCIA

Minas 247- Um processo iniciado em dezembro do ano passado no Ministério Público de Brasília investiga a possível ação de uma máfia dentro do Ministério da Educação. O ex-deputado estadual e atual pré-candidato a prefeito de Montes Claros, Ruy Muniz (hoje no PRB), empresário da educação com negócios espalhados pelo país, teria influência no MEC para asfixiar financeiramente grupos do ramo. Depois, sem condições de sobrevivência, esses eram vendidos para o próprio Muniz.
O autor da acusação é o empresário Ernani de Paula, cuja família é dona há 42 anos da Universidade São Marcos, em São Paulo. Segundo ele, o ex-deputado estadual (na época, entre 2007 e 2010, chegou a ser líder do DEM na Assembleia Legislativa mineira, mas hoje está no PRB) teria atuado juntamente com o ex-secretário da Educação Superior do MEC, Luiz Cláudio Costa, ex-reitor da Universidade Federal de Viçosa (UFV). Os dois teriam praticado “abuso de poder” e “desvio de finalidade”, utilizando-se de fiscalização excessivamente rigorosa para, em seguida, comprar as instituições de ensino sob investigação do MEC.
O processo no MP de Brasília acusa os dois de extorsão. Como? Ruy Muniz, dono das Faculdades Integradas de Ensino Superior (Icesp), entre outras empresas do ramo, conheceu Costa quando este ainda era reitor da UFV. Muniz, por sua vez, era presidente da Comissão de Educação da Assembleia mineira.
Em janeiro do ano passado, Costa foi nomeado secretário de Educação Superior do MEC. A partir daí, apenas 13 dias depois, segundo a denúncia, as Faculdades Integradas da Terra Brasília (FTB) tiveram seus cursos descredenciados pelo governo.
Segundo Ernani de Paula, o MEC teria então adotado medida estranha à legislação, que determina a transferência de alunos para outra instituição de ensino. Não foi o que ocorreu. Pela Carta Convite Sesu nº 18, de abril de 2011, Luiz Cláudio Costa determinou que outra empresa educacional assumisse a FTB. O aspecto curioso, para dizer pouco, é que a “escolha” dessa empresa de ensino superior se deu praticamente sem concorrência: as inscrições dos interessados se deu entre 19 de abril e 25 de abril do ano passado. Dois desses dias eram feriados nacionais (21 e 22 de abril, Tiradentes e Paixão), enquanto o 23 e 24 de abril corresponderam ao fim de semana.
A Icesp, do ex-deputado Ruy Muniz, foi a única interessada. Efetivamente, acabou assumindo os cursos desclassificados pelo MEC.
Ernani de Paula julga ter sido vítima de processo semelhante com a sua Universidade São Marcos, impedida de realizar vestibulares, abrir novos cursos e incluir novos alunos desde março de 2011, seguindo determinação de Cláudio Costa. Em maio, o mesmo Muniz manifesta interessa na compra da São Marcos. Segundo o processo movido por Ernani, o dono da universidade acusa o ex-deputado estadual de ter admitido atuação conjunta com Cláudio Costa no MEC, citando outros nomes com os quais mantinha contatos no ministério.
“A São Marcos tem mais de 40 anos e, ainda assim, é vítima de expedientes fiscalizatórios criados para inviabiliza-la e, depois, repassa-la para o senhor Ruy Muniz”, afirma Ernani, em entrevista ao 247. Ainda segundo ele, a faculdade teria cumprido todos os ritos e punições exigidos pelo MEC, sem a devida correspondência de regularização de suas atividades normais.
Ruy Muniz tem uma história no mínimo curiosa. Com atuação inicialmente em Montes Claros, ele foi um dos fundadores do PT na cidade do Norte de Minas, no início dos anos 1980. Chegou a ser candidato a prefeito pelo partido em 1982. Em 1987, ele e um amigo foram presos depois de arquitetarem um golpe contra o Banco do Brasil, em Belo Horizonte. Mais de R$ 1 milhão foram desfalcados pelo plano dos dois. Na época, os pagamentos de prefeituras eram feitos por meio de telex. A cidade enviava ao BB um telex com sua senha e o banco fazia o pagamento. Os dois conseguiram a senha da Prefeitura de Janaúba, também no Norte do estado, foram à cidade, alugaram um equipamento de telex e solicitaram uma ordem de pagamento equivalente a R$ 1 milhão. Muniz ficou preso pouco mais de um ano.
Depois disso, já solto, iniciou sua escalada no ramo educacional. É dono, entre outras, da Faculdades Unidas do Norte de Minas (Funorte). Há quatro anos, tentou ser prefeito de Montes Claros novamente. Com uma das campanhas mais caras, não conseguiu, entretanto, chegar ao segundo turno. Agora, é novamente pré-candidato, desta vez pelo PRB.
Luiz Cláudio Costa, por sua vez, não está mais no MEC.
Ouvido pelo 247, o empresário mineiro nega as acusações feitas por Ernani de Paula. “Em primeiro lugar, eu não assumi a FTB”, diz Muniz. “Foi uma associação ligada à igreja evangélica Assembleia de Deus, e só isso bastaria para desqualificar esse processo.” Muniz também descarta qualquer ligação com Cláudio Costa, ex-MEC. “Trata-se de uma pessoa altamente qualificada, que foi reitor de uma das universidades mais importantes do país, não dá para acusa-lo de algo assim”, afirma o ex-deputado estadual. “Esse Ernani, sim, é que tem algo a responder, pois foi prefeito de Anápolis (GO) e foi cassado.”

sexta-feira, 27 de julho de 2007

Vida pregressa.História de Ruy Muniz é folclore no Norte de Minas


Assalto a Banco do Brasil levou Ruy Muniz para o Dops
Deputado diz que ação foi em favor da resistência à ditadura militar

Amália Goulart - O Tempo
Na Internet, blogs mostram reportagens com a prisão de Muniz - FOTO: REPRODUÇÃO DO DE SITE

Tido em Montes Claros, no Norte de Minas, como o "Bill Gates da educação", o deputado estadual Ruy Muniz (DEM) começou a adquirir seu patrimônio em um assalto ao Banco do Brasil, em Belo Horizonte. Teria sido o primeiro dinheiro ilícito adquirido por ele em sua carreira. O roubo aconteceu em 1987. Então estudante, Muniz e seu comparsa, Setembrino Lopes, arquitetaram um golpe que resultou no desfalque de R$ 1 milhão dos cofres públicos. Ele ficou pouco mais de um ano preso.

Naquela época, pagamentos de prefeituras que tinham contas no Banco do Brasil eram feitos por meio do telex. A prefeitura encaminhava um telex com sua senha e o banco realizava o pagamento.

Setembrino, que era funcionário do Banco do Brasil, conseguiu a senha da Prefeitura de Janaúba, também no Norte de Minas. Eles foram à cidade, alugaram um equipamento de telex e enviaram um documento para a agência central do Banco do Brasil, na capital mineira, com uma ordem de pagamento equivalente hoje a cerca de R$ 1 milhão em nome de Luiz Roberto de Souza Marques, nome fictício inventado pelos assaltantes. Muniz se apresentou como Luiz Roberto e conseguiu sacar o dinheiro. Ele aplicou sua parte no roubo. Poucos dias depois do crime, seus comparsas foram presos e o entregaram. O deputado foi detido no Departamento de Ordem Política e Social (Dops) onde passou pouco mais de um ano. 

Quando aplicou o golpe ele era suplente de deputado pelo PT. Depois de cumprir pena, Muniz retornou a Montes Claros onde deu início à sua carreira política e empresarial. 

O golpe é história corriqueira em Montes Claros. Na cidade, Muniz é quase uma figura folclórica. As faculdades e colégios aos quais ele é ligado são um dos maiores empregadores do município. Moradores da região que tiveram ou têm contato com o parlamentar dizem que ele é extremamente inteligente e possui um grande poder de persuasão. "Ele consegue convencer qualquer um. Tem uma lábia impressionante", disse uma fonte que preferiu não se identificar. 

Quando o assunto é a história do roubo ao Banco do Brasil, os eleitores de Montes Claros dizem que Muniz conta que o golpe teve motivação política: foi um instrumento utilizado para combater a ditadura militar. Porém, todo o dinheiro ao qual o deputado teve acesso foi aplicado, uma parte na compra de dólares, como revelou a polícia na época. 

Além das acusações de sonegação fiscal, previdenciária, evasão de divisas, falsidade ideológica, fraude a licitação e crime eleitoral, pesa contra Muniz um inquérito na Polícia Federal por calúnia, injúria e difamação. 

Resposta. Apesar disso, o deputado afirmou em entrevista no sábado que não responde a inquérito policial. Ele também nega que existam processos em seu nome. Muniz acredita que todas as acusações que fazem contra ele têm motivações políticas[/TEXTO_NORMAL]. Ontem, a reportagem tentou ouvi-lo cinco vezes sobre sua prisão e deixou, inclusive, recado em seus celulares. Na primeira vez, a ligação foi atendida por um homem que se identificou como assessor do deputado e que informou que Muniz não poderia falar. Nas outras tentativas, a ligação caiu na caixa postal.

SERVIÇOS
Ação beneficente entre irmãos
O deputado estadual Ruy Muniz (DEM) é acusado de repassar R$ 116 mil da Associação Educativa do Brasil (Soebras) para seu irmão Moysés Jackson Borges Muniz. De acordo com auditoria realizada pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), a empresa de Moysés, que também é sócio da Soebras, recebeu o dinheiro para prestação de serviços que nunca foram realizados. O irmão de Muniz é dono da empresa Marco Inicial, contratada pela Soebras.

Os recursos repassados a ele seriam destinado à reforma de uma das unidades da entidade filantrópica. Em um documento entregue aos auditores do INSS pela Soebras, ele confessa que realmente não houve prestação de serviços por parte da Marco Inicial. 

A entidade não apresentou à Previdência projeto arquitetônico da obra, alvará de licença e Anotação de Responsabilidade Técnica, documentos essenciais para a realização de reformas de grande porte. Os fiscais do INSS também não localizaram registro relativo à obra no Conselho Regional de Engenharia (CREA), INSS e na prefeitura. 

"Se os pagamentos foram feitos, mas os serviços não foram efetivamente prestados houve então uma transferência indevida de recursos, sem nenhuma contrapartida para a Soebras da Construtora Marco Inicial, empresa com personalidade jurídica própria. Ou seja, através deste expediente, em tese a Soebras distribuiu vantagem pecuniária ao seu sócio Moysés Jackson Borges Muniz." (AG)

Briga por herança
Ruy Muniz entrou na Justiça há cerca de dez anos pedindo o reconhecimento de paternidade por parte do ex-prefeito de Montes Claros Mário Ribeiro. O deputado foi registrado e criado por Sebastião Muniz. marido da sua mãe, Januária Borges. A ação não obteve sucesso.
Na contestação, Ribeiro disse que Muniz estava interessado em seu patrimônio e na possibilidade de receber herança. Em sua defesa, Ribeiro sugere golpismo de Muniz. "É público e notório que Ruy Muniz era dado a ter como princípio de fé não pagar dívidas." (AG)

terça-feira, 24 de julho de 2007

O Jornal de Montes Claros - 14 de Maio de 1987


RUY ADRIANO BORGES MUNIZ - Resultados da pesquisa - Comarca de Montes Claros - Total de Pessoa(s) com o nome pesquisado: 2 Total de Processo(s) com o nome pesquisado: 68
RUY ADRIANO BORGES MUNIZ Número: 4484
Identidade/UF: 1490944/MG
Nascimento: 02/05/1960 Sexo: Masculino
Pai: SEBASTIAO JOSE MUNIZ


Mãe: JANUARIA LIMA BORGES
Tipo: Natural
Quantidade de Processos: 67
Processos:

043300001637-1 , 043301020550-1 , 043301020551-9 , 043301020552-7 , 043301020553-5 , 043301031890-8 , 043301036342-5 , 043301036448-0 , 043301038424-9 , 043301038497-5 , 043302046779-4 , 043302051932-1 , 043302052414-9 , 043302052416-4 , 043302052483-4 , 043302052485-9 , 043302052902-3 , 043302052904-9 , 043302052906-4 , 043302063568-9 , 043302064304-8 , 043302064308-9 , 043303072447-3 , 043303072449-9 , 043303091584-0 , 043303094756-1 , 043303105433-4 , 043304127316-3 , 043304133485-8 , 043304138270-9 , 043305143754-2 , 043305146764-8 , 043305154387-7 , 043305161369-6 , 043306202796-9 , 043395002410-2 , 043395002412-8 , 043395004689-9 , 043395005356-4 , 043395006871-1 , 043395006881-0 , 043395008357-9 , 043395008359-5 , 043396002191-6 , 043396003010-7 , 043396004008-0 , 043396004372-0 , 043396004420-7 , 043396005646-6 , 043396005648-2 , 043396008638-0 , 043396009065-5 , 043396019271-7 , 043396019273-3 , 043397001228-5 , 043397001230-1 , 043397001232-7 , 043397001247-5 , 043397001249-1 , 043397001275-6 , 043397001277-2 , 043397006568-9 , 043398001129-3 , 043398003262-0 , 043398004675-2 , 043398007162-8 , 043399005089-3 , Todos


RUY ADRIANO BORGES MUNIZ LTDA Número: 39647

Nascimento: - Sexo: Masculino
Pai: - Mãe: -
Tipo: Natural
Quantidade de Processos: 1
Processos:
043397001444-8

Obs: Todos os processos acima são contra Ruy Muniz. Não estão incluídos os processos contra suas empresas, esposa, sócios, parentes, testa-de-ferro... E nem os processos da Justiça do Trabalho e da Justiça Federal

sexta-feira, 20 de julho de 2007

Sociedade Mineira de Pediatria - Estado de Minas - 18/10/2005

Soebras quer comprar tudo
Mais uma bomba cai sobre a cabeça dos moradores do bairro Mangabeiras, região Centro-Sul de BH. O diretor da Associação Educativa do Brasil (Soebras), ligada às Faculdades Unidas do Norte de Minas (Funorte), Ruy Adriano Borges Muniz, anunciou seu alto interesse em adquirir o Instituto Hilton Rocha, prédio que funciona em terreno vizinho ao da Fundação Hilton Rocha (FHR), no sopé da Serra do Curral, patrimônio natural tombado pelos governos municipal e federal. O instituto é uma entidade privada com fins lucrativos e pertence aos sócios Paulo Galvão, ao médico Christiano Barsante, presidente do conselho curador da FHR, e ao espólio do médico Emir Soares, um dos fundadores do hospital de olhos. “Pretendemos comprar a metade do instituto por meio do pagamento das dívidas mais urgentes, que ultrapassam R$ 13 milhões. É uma transação muito maior que a da fundação”, compara Muniz, que não informou o valor exato oferecido. (...)
DESCONFIANÇA O presidente da Associação dos Moradores do bairro Mangabeiras, Reginaldo Antônio de Araújo, diz que os moradores já esperavam pelo pior. “Desconfiávamos que o interesse dele era adquirir todo o complexo. Já que entrou e conseguiu a fundação, vai tentar ampliar o negócio. Essas declarações só vêm comprovar o que a comunidade entendia como sendo seu objetivo, que é montar uma instituição de ensino. Mas vamos lutar de todas as formas”, promete. Ele rebate as afirmações de Barsante e de Muniz por meio do edital de concorrência 01/73, de 8 de março de 1973, responsável por normatizar a aquisição do lote onde hoje funcionam o IHR e a FHR. No documento, é prevista a alienação de 30 mil metros quadrados no sopé da Serra do Curral. “Consta que 25 mil metros seriam destinados a um instituto oftalmológico, onde foi construído o IHR, e o restante serviria a um centro de pesquisa e assistência oftalmológica e, assim, foi erguida a fundação. A restrição específica a esses usos está prevista na cláusula 4, item 4 do edital”, informa Araújo. O compromisso, assinado pela promotora de Justiça de Tutela e Fundações Laís Maria Costa Silveira, pelo presidente da Soebras, João Luiz de Almeida Filho e por Barsante, envolve a cessão de uso de bens móveis e imóveis, por 15 anos, da FHR à Soebras, mediante repasse de recursos para pagamento dos débitos da fundação. A dívida é de R$ 1,3 milhão. Conforme o vereador Délio Malheiros (PL), as associações de bairros e os moradores irão lutar contra o acordo em quatro frentes: “Vamos entrar com uma medida cautelar contestando a transferência da fundação para a Soebras, pois já tramita no Fórum uma ação contra a doação do terreno do IHR para a FHR, impetrada pelos moradores. Temos uma reunião com o procurador-geral de Justiça, Jarbas Soares Júnior, na quarta-feira. Até quinta, faremos uma audiência pública na Câmara e, como está em curso no Legislativo mudanças na lei de Uso e Ocupação do solo vamos apresentar emendas ao projeto, como forma de inviabilizar a mudança de gestão da FHR”.
Leia
AQUI Fonte: Estado de Minas - 18/10/2005

quarta-feira, 18 de julho de 2007

SBC Noticias - 02/07/2007

Comissões da Assembléia registram baixa freqüência
Levantamento mostra que há casos de deputados presentes em apenas uma reunião

Carla Kreefft - DO ESTADO DE MINAS

A Comissão de Direitos Humanos foi a que mais promoveu reuniões. Foram 26 sessões, das quais 24 contaram com a presença do presidente Durval ngelo (PT) e 21 tiveram o comparecimento de João Leite (PSDB). Mas Zé Maia (PSDB) faltou a 25 reuniões e Ruy Muniz não esteve presente a 20 delas. Os deputados Djalma Diniz (PPS) e Gil Pereira (PP) participaram de apenas um terço das 12 sessões da Comissão de Transporte, Comunicação e Obras Públicas. O deputado Walter Tosta (PMN) foi quem mais faltou nas comissões de Defesa do Consumidor e do Contribuinte e Trabalho, Previdência e Ação Social. Na primeira, Tosta não participou de sete das 10 sessões e, na segunda, foram 8 faltas em um total de 13. A Comissão de Saúde foi a que contou com a freqüência mais regular de seus integrantes.

domingo, 15 de julho de 2007

Sinpro Minas repudia desrespeito com professores do Promove


Intransigência, desrespeito, falta de diálogo e de transparência são expressões que se tornaram rotineiras na vida de professores do Promove, principalmente depois que o grupo Soebras, do sr. Rui Muniz, assumiu escolas da rede no final do ano passado.

O Promove, que propõe em sua missão formar cidadãos éticos e com uma visão de mundo que respeite as diversas manifestações do ser humano, age de maneira contrária, pois não respeita nem os seus próprios trabalhadores. A administração do grupo Soebras passou por cima da vontade de todos, demitiu em massa professores e funcionários e se recusou a resolver as pendências trabalhistas, como as verbas rescisórias, o pagamento dos salários atrasados, a aplicação de reajustes salariais e o depósito do FGTS, que não estava sendo feito. Até hoje, a escola não assume os seus compromissos com os trabalhadores.O Sinpro Minas orientou os professores do Promove a ajuizarem ações individuais na Justiça contra a escola, exigindo o cumprimento dos direitos que não foram observados durante a vigência do contrato de trabalho. Ações trabalhistas por substituição processual, representando todos os professores, já foram ajuizadas pelo sindicato contra oito unidades da rede Promove. O sindicato também ajuizou, junto com o Ministério Público, uma ação civil pública, cobrando todos os direitos que foram desrespeitados pela escola. Além disso, recomendou aos professores a estarem sempre assistidos por um advogado antes de tomar qualquer atitude.O Sinpro Minas preparou ainda um dossiê sobre as irregularidades na instituição de ensino, que será encaminhado a várias instâncias do poder público, solicitando rapidez na apuração das denúncias de que o Promove teria recorrido a um artifíco ilícito ao abrir uma offshore em paraíso fiscal no Uruguai, desde 2003, com o objetivo de “blindar” o patrimônio da escola.O caso Promove ilustra bem algo que não é novidade para muitos professores: que os empresários da educação, preocupados unicamente com o lucro do negócio, pouco ou nada se importam com a qualidade do ensino e com as condições de trabalho e vida dos professores. O Sinpro reitera a sua posição em defesa da categoria, tomando todas as medidas possíveis para reverter essa situação de desrespeito.

COMITÊ 9840 - 18/12/05

NOTA PÚBLICA - CASO RUY MUNIZ
O Comitê de Combate à Corrupção Eleitoral de Montes Claros, sobre o caso Ruy Muniz, tendo em vista a convicção plena da robustez das provas apresentadas contra este senhor (que constam de gravação da voz do então candidato prometendo a doação de 800 bolsas de estudo, cuja autenticidade não foi sequer negada), tem a dizer que infelizmente o Brasil ainda é o país da impunidade, onde os presos pobres de Contagem, por serem pobres, são tratados como porcos no chiqueiro, enquanto o juiz Nicolau e o senhor Paulo Maluf, que são ricos e podem contratar bons advogados, são soltos porque estariam estressados na cadeia. Por isso é que a forma de composição dos Tribunais transformou-se hoje em bandeira de todos os partidos e já não é mais possível a nenhum cidadão se iludir acreditando que as leis é que são fracas , quando na verdade em muitos casos o que tem que ser questionado é a forma com que as leis são aplicadas em alguns tribunais. O Brasil se mobilizou e recolheu mais de um milhão de assinaturas exigindo do Congresso Nacional a edição de uma lei que punisse com efetividade a compra de votos e hoje temos a Lei nº 9840/99, que pune a simples promessa de vantagens em troca do voto. Em Montes Claros, movimentos sociais e organismos pastorais criaram o Comitê 9840, com o intuito de garantir a efetividade da Lei de Combate à Corrupção Eleitoral. Entretanto, as decisões do TER/MG que reformaram as sentenças do Juízo de primeira instância nos casos de Ruy Muniz e Ademar Bicalho demonstram a dificuldade de se pôr fim à nossa triste história de um país conhecido por ajeitar e acomodar as situações, até as mais improváveis. Desse modo, mesmo contra todas as adversidades, mas convictos da necessidade de se dar combate à corrupção eleitoral no País, nós que participamos desta cruzada pela moralização da política brasileira, reafirmamos a nossa disposição para a luta, que continua e está apenas no início. Estamos perdendo uma batalha, mas não perderemos a guerra. Comitê Municipal de Combate à Corrupção Eleitoral- Lei 9840 Montes Claros 16 de Dezembro de 2005

2Dedos de prosa - Posted Junho 25, 2007


A semana passada foi marcada pela não renovação do registro da SOEBRAS no Conselho Municipal de Assistência Social (CMAS). Apesar de ter recebido pedidos para escrever sobre o assunto deixei, de propósito, vencer a semana para apurar o caso.
Estranhamente a mídia de Montes Claros falou muito pouco do assunto. Até entendo (mas não compreendo) a posição do jornal O Norte, ligado ao Deputado Ruy Muniz que se resumiu a apenas mostrar uma versão dos fatos. A versão da SOEBRAS, claro. Atacou os conselheiros, mas não entrevistou os mesmos para que demonstrassem seus pontos de vista nos fatos. Dos demais diários destaque apenas para o “Hoje em Dia” que trouxe boa matéria.
Parece que o assunto é proibido. Na Câmara Municipal ninguém falou nada. Nem contra nem a favor. Era de se esperar. A maioria dos representantes do povo nesta legislatura municipal teve de prestar depoimento à justiça pelo envolvimento na “Operação Pombo-Correio” no último dia 13. Quem tem telhado de vidro não atira pedras…
E o povo, por que não fez passeata contra a corrupção? E os empresários locais não colocaram faixas nas ruas por quê? Apoiar a luta contra a corrupção não é escolher lados. É apenas defender a justiça, as pessoas de bem, as famílias. Não é preciso ofender, queimar bonecos, vilipendiar pessoas que ainda são apenas réus em processos. Isto tudo mostra que Montes Claros ainda é uma cidade dos tempos do curral eleitoral. Os tempos modernos nos trouxeram mais do que apenas desenvolvimento. Trouxeram novos coronéis para um velho “rebanho”. A única diferença é que hoje não são poucos os coronéis.

Os fatos apontados no relatório do conselheiro que determinou o cancelamento do registro da SOEBRAS foram retirados do processo do INSS contra a entidade. Uma pesquisa aqui mesmo no “2Dedos” mostrará um caso semelhante. A FAAP, uma das mais prestigiadas faculdades do Brasil, perdeu o seu certificado de filantropia em um processo iniciado pelo INSS e ainda foi condenada a devolver aos cofres públicos R$ 100 milhões (veja o post aqui).
As acusações mostradas no relatório são sérias e a população de Montes Claros, grande beneficiária dos serviços prestados pela SOEBRAS, deve exigir uma apuração rigorosa dos fatos.Para ler o relatório que determinou o cancelamento do registro da SOEBRAS clique aqui (arquivo PDF).
2 Dedos de Prosa

segunda-feira, 9 de julho de 2007

2 Dedos de Prosa - Julho 7, 2007

Matéria do Jornal O Norte (para ler clique aqui) diz que o Deputado Estadual Ruy Muniz se inspira em JK para ser o futuro prefeito de Montes Claros. Coitado do JK aparece cada assombração para usá-lo como comparação.
Engraçado é que os assessores insistem comigo que o Deputado Ruy Muniz já pagou pelos seus pecados e merece uma outra chance. Concordo plenamente. E a chance já foi dada e alcançada. O Deputado é um grande expoente da SOEBRAS, uma das potências do ensino em Minas Gerais. Quer melhor segunda chance do que ser atingido por uma condenação criminal e alcançar o sucesso empresarial anos depois? Agora pleitear uma vaga de Prefeito e desejar que todos esqueçam que o mesmo foi acusado, julgado e condenado criminalmente por golpe ao Banco do Brasil, aí já é demais. Por este prisma porque não damos uma 2ª chance ao Renan Calheiros e ao Joaquim Roriz, afinal ainda sequer foram condenados criminalmente?
As pessoas esquecem que ao entrar para a carreira política a vida pessoal torna-se exposta, confunde-se com a pública. Ora, e não há nada de errado nisto. Ao elegermos um vereador, deputado, prefeito, governador, senador ou presidente o fazemos fundados no lastro moral do candidato e não na relação de bens ou saldo da conta bancária. Genericamente falando, a competência, capacidade e eficiência não são a mesma coisa de honradez, caráter e honestidade.
Foto: Wilson Medeiros
http://doisdedosdeprosa.wordpress.com/

sábado, 7 de julho de 2007

Jornal O Tempo - 2/10/2006 -

DENISE MOTTA
Um candidato a deputado estadual será investigado por crime eleitoral em Montes Claros. Há suspeita de que Ruy Muniz (PFL) teria trocado combustível (gasolina) por votos, na cidade localizada no Norte de Minas. O peefelista teria determinado o abastecimento de dezenas de motocicletas e de carros no começo da tarde de sábado, véspera das eleições. Conforme boletim de ocorrência do 10º Batalhão da Polícia Militar (PM) de Montes Claros, uma funcionária do posto testemunhou contra o candidato, que alegava tratar-se de "doação". A Polícia Militar esteve no posto "Rodoviária" por volta das 14h30 de sábado, devido à denúncia de Lael Torres e Antônio Carlos de Melo, e apreendeu uma lista com 267 nomes, supostamente beneficiários da "doação". Os denunciantes são candidatos a deputado estadual e federal, pelo PRP, respectivamente, e estavam no local.

Apesar do flagrante, ninguém foi preso. No sábado, a ocorrência foi encaminhada para a Justiça Eleitoral da cidade pela Polícia Federal (PF). Em entrevista na tarde de ontem, o chefe da PF na cidade, delegado Marcelo Eduardo Freitas, explicou que a denúncia se trata de suposta captação de sufrágio. "Havia uma lista de supostos beneficiários", ressaltou o delegado. Nove dos 267 carros que constavam na lista já teriam sido abastecidos. Inquérito para apurar as denúncias deve ser instalado nos próximos dias, conforme o juiz eleitoral da cidade, Milton Lívio Lemos Salles. "Já despachei pedindo investigação, mas é cedo para afirmar qualquer coisa. Ainda é prematuro falar em cassação de mandato, caso ele seja eleito", considerou o juiz.

O JORNAL DE MONTES CLAROS – pg 06 - 21-05-1987



BELO HORIZONTE - Cz$ 39,45 milhões, este é o verdadeiro saldo do golpe aplicado contra Banco do Brasil, pelo bancário Setembrino Lopes Filho, pelo professor Rui Muniz e pelo comerciante Manoel Pedro Gonçalves Francisco. Eles foram autuados em flagrante pelo delegado José França Ta­vares, no dia 12 passado, e estão presos em cela do Dops.
Com o envio do inquérito ontem à Justiça, o delegado informou à imprensa, a verdadeira história do golpe. A primeira surpresa foi a constatação de que o golpe não foi de Cz$ 34 milhões 900 mil, como havia sito anunciado, e sim de Cz$ 39 milhões, 450 mil. “Houve um erro de comunicação” alegou o delegado.
Os mentores do desfalque, segundo as apura­ções, foram Rui Muniz e o bancário Setembrino Lopes, já que os dois inocentaram o comerciante Manoel Pedro Gonçalves, sendo involuntária a participação dele.
Conforme relato do delegado o golpe teve início em meados de abril, durante encontro entre, Rui e Setembrino, em Janaúba. No dia 20 do mes­mo mês, eles conseguiram com o comerciante Manoel Pedro um telex emprestado para a transmissão de "mensagens políticas". O comerciante levou os dos em uma firma de Janaúba, onde eles gravaram duas fitas no telex, uma para o dia 28 de abril e outra para o dia 4 de maio, determinando o crédito de Cz$ 39 milhões 450 mil na conta da ­Prefeitura de Janaúba. Com as fitas gravadas, o bancárío Setembrino foi para Belo Horizonte e no dia 4 de maio, iniciou o desfalque, já que dia 28 de abril foi feriado bancário.
O bancário foi até a sala de operações do te­lex da agência Centro do BB, onde trabalha, e transferiu os Cz$ 39 milhões 450 mi1 para agên­cia da Savassi, utilizando a chave e o código secreto do banco.
Rui Muniz foi até à agência, determinou que a quantia fosse transferida para o Banco Real, agência Barro Preto, para Roberto Marques de Souza. A partir daí, a dupla passou a dinheiro no mercado de capitais, para o dono do dinheiro e transforma-lo em dólares.

JORNAL DE MONTES CLAROS - 16 e 17-05-1987

Rui Muniz continua incomunicável e TJ julga habeas corpus 2ª feira
BELO HORIZONTE- Está na Justiça o caso do golpe de Cz$34,9 milhões aplicado na agência do Banco do Brasil na Savassi, na capital mineira, no dia quatro de maio corrente. Foram entregues no Fórum, no final da tarde de ontem, os autos dos flagrantes de Rui Adriano Borges Muniz (27 anos, médico, professor, suplente de deputado pelo PT e proprietário do Colégio Indyu, em Montes Claros); Manoel Pedro Gonçalves Francisco (27 anos, engenheiro e comerciante, com domicílio em Belo Horizonte e Janaúba); e Setembrino Lopes Filho (26 anos, engenheiro, caixa do Banco do Brasil em Belo Horizonte, filho do vice-prefeito de Capitão Enéas). Rui Muniz, que vinha sendo defendido por advogado ligado ao PDT de Montes Claros, (partido ao qual está filiado), contratou na capital o advogado Marcos Afonso de Souza, que vai pedir ao Tribunal de Justiça, na próxima semana, a soltura dos três estelionatários, alegando que nenhum deles poderia ser preso em flagrante. O advogado informou que os três golpistas permanecem presos no Dope, impedidos de receber visitas. Na quinta-feira, dia14, quatro advogados impetraram para Rui Muniz um primeiro habeas-corpus, que está sendo julgado pelo juiz Joaquim Lima Gomes Filho. O caso foi destacado em primeira página por todos os grandes jornais, ontem, O Estado de São Paulo destaca o fato de Rui Muniz ser suplente de deputado pelo PT. O Globo esclarece que Rui Muniz já deixou esse partido e está filiado ao PDT. O esclarecimento do golpe contra o Banco do Brasil ocupou grande espaço no órgão oficial do Estado. O “Minas Gerais”, que foi criado a 6/11/1891 e somente agora publicou em sua primeira página uma notícia policial.


O BELO O GOLPE


Segundo o secretário de Segurança Pública, Sidney Safe da Silveira, o golpe começou quando Setembrino Lopes Filho conseguiu a chave secreta para liberação de ordem de pagamento da Prefeitura de Janaúba, no Banco do Brasil, número que varia diariamente. A quadrilha alugou, então, um telex e, através dele, remeteu, no dia quatro de maio, ordem de pagamento usando o indicativo do Banco do Brasil de Janaúba para a agência da Savassi, em Belo Horizonte, para que fosse liberado o dinheiro para Luiz Roberto de Souza Marques; nome falso com o qual Rui Muniz abriu conta em agência do Banco Real, na capital. Quando a ordem chegou, o médico foi ao banco da Savassi, com a identidade falsa, e de lá mesmo liberou “DOC” para sua conta no Banco Real. Posteriormente, os membros da quadrilha dividiram o dinheiro em várias parcelas que foram aplicadas em diversos bancos de investimentos. Eles receberam desses bancos cheques endossados com os quais começaram a comprar dólares ao que seria a terceira fase da “lavagem” do dinheiro, após o que seria impossível localizar os criminosos. O desfalque foi descoberto na segunda-feira, dia 11, quando a agência de Janaúba informou que a ordem de pagamento não correspondia. Inspetores do BB e agentes da Secretaria de Segurança saíram a campo, investigando o caso. Num “golpe de sorte”, segundo Sidney Safe, na terça-feira o gerente do banco Bozano Simonsen suspeitou de Setembrino Lopes Filho, que procurava doleiros, para comprar grande soma em dólares. Preso, ele confessou o crime e entregou à Polícia Civil 216 mil dólares. No mesmo dia, Manoel Pedro foi preso quando tentava aplicar Cz$ 4,2 milhões no Banco Mercantil de Crédito. Denunciado pelos seus comparsas, Rui Muniz foi preso em Montes Claros, na quarta-feira, às nove da manhã quando saia de sua casa, na rua Januária. Ele negou qualquer participação no golpe, mostrando grande frieza até às 20h30min, quando chegou ordem da Secretaria de Segurança Pública para levá-lo para Belo Horizonte, em avião que estava chegando a Montes Claros. Rui Muniz reagiu, tendo de ser algemado. Segundo a polícia, ele tentou atrasar a o máximo a viagem até o aeroporto, tentando abrir a porta do carro e desviando a atenção do motorista (detetive José Messias). O avião levantou vôo as 21h 01min, portanto um minuto após o horário permitido, um delegado teve que assinar um termo de responsabilidade). Segundo a polícia, a intenção do médico era ficar em Montes Claros aquela noite, pois acreditava que o Luiza Eulina do Carmo Almeida poderia deferir habeas-corpus impetrado a seu favor, o que não aconteceu. Todo o dinheiro já foi recuperado e devolvido ao Banco do Brasil, mas a Polícia apura se os estelionatários não desviaram rendimentos das aplicações que fizeram. Rui Muniz teria aplicado Cz$400 mil no mercado de Montes Claros. Ele foi trazido à cidade no dia seguinte para mostrar onde havia escondido o dinheiro, que a Polícia levou de volta.


Interrogado pelo juiz Páris Peixoto Pena, da 7ª Vara Criminal de Belo Horizonte, o estudante de Medicina e professor montes-clarense Ruy Adriano Borges Muniz confirmou seu envolvimento no golpe de Cz$ 39 milhões 450 mil aplicado contra o Banco do Brasil, no dia quatro de maio. Ele alegou que o fez porque teve “grandes gastos com a campanha política, ao tentar uma cadeira na Assembléia Legislativa pelo PT”. Disse Ter relutado, a princípio, em aceitar o convite do engenheiro Setembrino Lopes Filho, seu amigo “há mais de 20 anos” e funcionário do Banco do Brasil. Revelou que só decidiu participar quando Setembrino já tinha a chave-código em seu poder. Ruy Muniz afirmou que o dinheiro do golpe foi aplicado em várias instituições financeiras e na compra de dólares, num total de 601,2 mil em moeda americana. Ele acusou o delegado Sarmento e os detetives Regino e França de “tortura e seqüestro, pois invadiram minha casa, bem armados, colocaram-me num avião e durante toda a viagem, embora encapuzado, fui espancado pelos policiais”. Autor intelectual do golpe, o engenheiro Setembrino Lopes Filho, que é filho do vice-prefeito de Capitão Enéas, disse que o desfalque nasceu em abril, quando propôs ao amigo Ruy Muniz aplicá-lo juntos, argumentando, na época que “tinha acesso a todas as repartições”. Declarou que o Ruy resistiu a princípio ao convite para participar da fraude. Contou Setembrino Lopes que, no dia quatro de maio, já como todo o plano analisado por ele e Ruy Muniz, o colocaram em execução. Disse que conseguiu entrar na sala de telex e transmitir a mensagem de ordem de pagamento. Depois, trabalhou normalmente até às 17 horas. Afirmou o engenheiro que o seu depoimento prestado na polícia foi obtido “sob pressão”, denunciando o delegado Sarmento e quatro detetives de tê-lo torturado e de terem ameaçado as suas irmãs. Lembrou que na década de 70 um funcionário, conhecido por “Bom Burguês”, também aplicou golpe contra o BB, e o dinheiro foi usado por grupo guerrilheiro. Lembrou que no seu caso todo o dinheiro foi devolvido ao banco, que teve prejuízo. Assegurou estar arrependido e ressaltou ao juiz que “tive berço e sou de família tradicional”. Isento, por Ruy Muniz e Setembrino Lopes, de qualquer responsabilidade no golpe, o comerciante janaubense Manoel Pedro Gonçalves Francisco disse, ao ser interrogado, que desconhecia a origem do dinheiro. “Pedrão” confirmou que tentara descontar título de Cz$ 3,6 milhões, a pedido de Ruy e Setembrino. “mas não tinha a mínima idéia do que se tratava”. Ele defendeu-se da acusação de ser cúmplice na fraude, declarando que “só fui envolvido por ser amigo deles”, que foram por ele levados para gravarem fita de telex em uma empresa e que seria usada na fraude. A este respeito, o comerciante frisou. “Eles me disseram que a fita serviria para transmissão de mensagens políticas defendendo a criação do Estado de são Francisco”.

O JORNAL DE MONTES CLAROS - pg 08 – 26-05-1987


Advogado acha que Ruy Muniz será liberado



BELO HORIZONTE – deverá ser julgado nesta semana, pelo Tribunal da Alçada, “habeas corpus”, impetrado sexta-feira passada em favor do médico e suplente de deputado estadual pelo PT de Montes Claros Ruy Muniz, um dos envolvidos no desfalque de Cz$39,45 milhões contra o BB, o golpe foi descoberto no dia quatro passado.
Segundo o advogado Marcos Afonso de Souza, constituído pela família de Rui ira acompanhar o caso, até quinta-feira o Tribunal, deve se reunir para julgar o recurso e existe a expectativa de que ele seja liberado. O advogado confirmou Ter alegado inexistência de flagrante na prisão do professor. Ele informou ainda, que os autos dos três inquéritos reunidos em um só deram entrada na 7ª Vara Criminal e o juiz Páris Peixoto Pena ficou encarregado de passar informações ao Tribunal de Alçada, sobre a prisão dos envolvidos no golpe ao BB.

O JORNAL DE MONTES CLAROS – pg 32 - 23 e 24-05-1987


Caso de Rui Muniz complica “doleiro


BELO HORIZONTE – A partir do desfalque de Cz$39,45 milhões contra a agência Centro do Banco do Brasil, Superintendência de Polícia Federal de Minas Gerais vai investigar a ação clandestina e ilegal de doleiros, que agem com o auxílio de destacados funcionários de bancos. A Polícia Federal decidiu investigar a ação dos doleiros, depois que ficou comprovada que o professor Rui Muniz e o bancário Setembrino Lopes Filho, que fraudaram o BB, compraram 601,2 mil dólares na capital.
A compra ilegal d dólares por Rui e Setembrino, será apurada em inquérito separado a ser instaurado pela Polícia Federal. O delegado José França Tavares na próxima semana, quando concluir relatório dos inquéritos sobre o desfalque ao BB, o enviará a Justiça comum. Mas como o crime foi contra um órgão federal será repassado para a Justiça Federal. A partir dai a Polícia Federal começará apurar a ação de doleiros em Belo Horizonte.
Rui e Setembrino, conforme apurações da Polícia pretendiam transformar o dinheiro furtado do BB em 1,1 milão de dólares, e posteriormente depositar o dinheiro em banco da Suíça. Setembrino chegou a contactar uma empresa de turismo querendo saber preço, horários e dias de vôos para a Europa.

ESTADO DE MINAS - 13-05-1998 - SUCURSAL NORTE


Erário banca Funorte



Quatro deputados destinam verbas de subvenção
a faculdade privada


"Ajuda" do Poder Público, no valor de R$ 95 mil, obti­da pela Funorte. Foi liberada a par­tir de indicações de quatro de­putados: Gil Foreira (PPB), Al­herto Pinto Coelho (PSDB) e Pé­ricles Ferreira (PSDB), líder do Governo, que indicaram R$ 25 mil, cada um, e José Braga (PD'P), que recomendou a libe­ração de It$ 20 mil para a enti­dade particular.
A Assembléia Legislativa enca­minhou correspondências assina­das pelo seu presidente, Romeu Queiroz (PSDB), e pelo primeiro secretário, deputado F:Imo Brás (PSDB), à Câmara Municipal de Montes Claros, informando as liberações o, inclusivo, o número da conta em que o dinheiro foi depositado em nome da Funorte. A As­sembléia informa que segue dis­positivo da Lei 8.6G6/93 - a Lei das Licitações - no comunicado à Câmara, que deveria fiscalizar a Funorte.

O objeto dos recursos
Nas indi­cações dos quatro deputados, é o mesmo: "fornecer aos alunos ca­rentes do Norte de Minas, ajuda fi­nanceira para custear os estudos s;m cursos de qualificação profissional, ensino médio. fundamental e supletivo, na cidade de Montes Claros" - ou seja, bolsas de estudo.
Acontece que a Constituição Fe­deral, em seu antigo 213, proíbe a destinação de recursos públicos da educação para estabelecimen­tos particulares, exceto aquelas entidades filantrópicas e confessionais e quando há falta de vagas no setor público, o que não é o ca­so de Montes Claros.
0utra distorção verificada é que a Funorte ó voltada para o ensino superior - e não para qualificação profissional, de ensino médio, fun­damental e supletivo. A indicação do deputado Alberto Pinto Coelho faz referência ao beneficio de alu­nos em Januária e a Funorte foi criada em Montes Claros.

Empresas do deputado Ruy Muniz sofrem outra derrota na Justiça




EDIÇÃO DO BRASIL – pg - 24-06 a 01-07-2007

O Conselho Municipal de Assistência Social (CMAS) de Montes Claros, acatando denúncias de fraudes apontadas pelo Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS), cancelou semana passada o registro de entidade beneficente de utilidade pública da Associação Educativa do Brasil (Soebras), pool de faculdades, colégios e empresas de comunicação do deputado estadual Ruy Muniz (DEM, ex-PFL).
O empresário é o mesmo que em 1988 foi condenado e preso por golpe de U$ 1 milhão ao Banco do Brasil, sendo enquadrado, à época, em 6 artigos do Código Penal: falsificação de documento público; uso de documento falso; falsidade ideológica; estelionato; prática de crime continuado e formação de quadrilha. Ele também responde a processos na justiça por crimes eleitorais, que teriam sido cometidos nas eleições de 200 e 2006, quando foi eleito vereador por Montes Claros e posteriormente deputado estadual. Muniz chegou a Ter cassado seu diploma de vereador.
Os auditores da Previdência, que investigam toda a documentação da Soebras no período de janeiro de 1994 a julho de 2004, denunciaram que a entidade não apresentou comprovação de carência dos alunos tidos como bolsistas, ou seja, que eles integram o público-alvo da assistência social, o que garantiria sua inclusão como entidade de utilidade pública.
Para receber recursos das diversas esfers de governo, bem como isenção fiscal para exercer suas atividades, a Soebras deve oferecer, no mínimo, 20% das vagas de suas instituições de ensino gratuitamente a pessoas carentes. A Soebras enviou apenas relações de alunos supostamente beneficiados com gratuidade nos anos de 2002 e 2003. Tais relações consistem em cópias reduzidas, de tal forma que é impossível ler, mesmo para quem enxerga perfeitamente. Em muitas folhas os nomes dos alunos foram perfurados.
Segundo as apurações, os recursos recebidos em decorrência dos contratos firmados pela Soebras com os governos estadual e federal cobriram integralmente os gastos com os alunos abrangidos e ainda renderam altos lucros à entidade, que só no ano de 2002 chegaram a mais de R$2,2 milhões, conforme demonstrações contábeis apresentadas pela própria entidade. Os alunos cujas mensalidades foram pagas pelos governos federal e estadual chegaram a representar 81,93% de todos os alunos da Soebras.

Polícia Federal

A Polícia Federal abriu inquérito para apurar transferência irregular, em 200, de R$ 184,2 mil da então Soemoc (primeira razão social da Soebras) para beneficiários incertos e contabilizados como se tivessem sido pagos à firma Central Cópias, por serviço que depois se comprovou não Ter sido realizado. O valor corresponde a 26,32% da receita bruta da entidade naquele ano. A PF denunciou o proprietário da empresa, Walter Jabbur, e o deputado Ruy Muniz, am Ministério Público Federal. Ao final do inquérito criminal, o delegado da PF indiciou Ruy Muniz nos crimes contra a ordem tributária e de falsidade ideológica.
Conforme a representação administrativa dos auditores fiscais do INSS, no período de janeiro de 1999 a julho de 2001, R$ 116.194,20 foram transferidos da Soemoc para a Construtora Marco Inicial, por serviços cuja realização não foi comprovada. A construtora pertence a Moisés Jackson Borges Muniz, que é sócio da Soebras e irmão de Ruy Muniz.

Ataque é a melhor defesa


EM - MONTES CLAROS - SUCURSAL NORTE

O empresário o professor Ruy Adria­no Borges Muniz, dirigente da Funorte - ­Faculdades Unidas do Norte de Minas, sob suspeita de receber dinheiro público para aplicação em cursos particulares, foi defendido na Câmara Municipal de Montes Claros, ontem, de manhá. O ve­reador Toninho Guerreiro (PPS) disse, da tribuna, que Ruy é sério e com tra­halho prestado a Montes Claros". Afir­mou ainda que o dono da Funorte “está sendo injustiçado e é vítima de persegui­ção por parte do reitor da Unimontes, José Geraldo de Freitas Dnunond".
Já o vereador Ildeu Maia (PPB) apre­sentou explicações sobre os convênios firmados com parlamentares com órgãos do Governo", além de uma parte dedica­da "à campanha de difamação orques­trada por elementos mal intencioados”.
Segundo Maia, “em razão de gozar de plena regularidade fiscal e em razão de sua condição jurídica, a Funorte cele­brou convênios com a Assembléia, por mdicação de quase todos os parlamenta­res da bancada norte-mineira” , diz. "A Funorte é mna instituição que congrega mais de 3.000 alunos e amprega 280 funcionários", destaca Maia.

ESTADO DE MINAS - pg 27 - 18-03-1998 APARECIDA LIRA


Secretaria de Assuntos Municipais faz auditoria para investigar aplicação do dinheiro público


A Secretaria de Estado de Assuntos Municipais vai enviar um auditor a Montes Claros para verificar como foram aplicados os RS 108.130,00 repassados pela pasta à Funorte, as Faculdades Unidas do Norte de Minas, entre junho a novembro do ano passado. A Seam assinou quatro convênios com a Funorte, por indicação de trés deputados: Dimas Rodrigues (PPB). Péricles Ferreira (PSDB) e Gil Pereira (PPB). Dos quatro convênios, a Funorte apresentou a prestação conta de três, todas elas recusadas pelos auditores da Seam. O motivo mais grave da recusa foi que ao invés do original, os diretores da Funorte mostraram apenas cópias nc xerox das notas fiscais de serviços e da compra de materiais e equipamentos, o que não é permitido pela lei, explicou o secretário Carlos Mosconi, titular da pasta de Assuntos Municipais. Cópias de notas podem ser usadas para prestar contas a mais de um órgão ou simplesmente sofrer adulterações. Os auditores vão a Montes Claros verificar se a verba repassada via Seam foi mesmo aplicada segundo os objetivos dofinidos nos canvênios. 0 primeiro deles foi assinado no dia 24 de junho de 1997, no valor de 53.130 00, por indicação do deputado Dimas Rodrigues. O dinheiro foi liberado para a reforma e ampliação da bibliote­ca da Funorte, para aquisição de equi­pamentos e a realização dos Jogos Inte­r-escolares de Montes Claros, que não fo­ram divulgados na cidade. Outro convê­nio data de 25 de junho. São R$ 5 mil para a pintura da quadra poliesportiva, indicados por Péricles Ferreira. Os outros dois foram indicações do deputado Gil Pereira, cada um delos no valor do R$ 25 mil. O primeiro, do dia 8 de agosto, para a iluminação da sede, da quadra poliesportiva e construção de uma piscina infantil no clube da Fu­norte. O último, do dia 4 de novembro, para a perfuração de um poço artesia­no e instalação de caixa d'água para o sistema de irrigação do mesmo clube, que já possuía poço tubular e caixa d'­água. Desde o início, a Seam criou obstácu­los para a construção de uma pisicna in­fantil em uma f'aculdade, mas acabou vencida pela insistência do proprietário, Ruy Adriano Rorges Muniz, e dos depu­tados. Muniz teve muito trabalho para adaptar sua papelada às exigências da Seam e garantir assim a legalidade dos convênios.



Receita investiga Muniz

VERA HOTZ - SUCURSAL MATA

A Delegacia da Receita Federal de Julga­mento, com sede em Juiz de Fora, deverá julgar dentro de 30 ou 40 dias, o processo que envolve a Sociodade Educacional Ir­mãos Muniz e seu propriotário, o professor Ruy Adriano Borges Muniz, acusado de re­ceber verbas públicas e cujo investimento está sendo alvo de denúncias de desvios.
0 processo está sendo analisado em Juiz de Fora, porque a delegacia da Receita Federal atende também às cidades de Governador Valadares, Varginha e Montes Claros. Segundo o delegado substituto Geradlo Bernadino, o processo está nas mãos de um funcionário para receber o parcer final.
Tão logo o parecor seja emitido, o de­legado titular Francisco Gazolla, fará o julgamento. Ele destacou que a Socieda­de Educacional e Ruy Adriano Borges já foram multados mas não soube precisar o valor e nem o motivo, já que o proces­so está nas mãos do técnico que irá emi­tir o parecer. A expectativa é que o juga­mento deva acontecer num prazo de 30 a 40 dias.